Ramesh Vishwaskumar Bucharvada, de 40 anos, foi um dos sobreviventes do voo AI171 da Air India. Ele estava sentado no assento 11A quando a aeronave caiu pouco após a decolagem. Ao jornal Hindustan Times, Ramesh contou que tudo aconteceu em questão de segundos.
“Trinta segundos depois da partida, ouvi um barulho muito forte e, de repente, o avião bateu”, relatou. Encontrado lúcido e consciente em um hospital, Ramesh apresentava ferimentos no peito, nos olhos e nos pés.
“Quando acordei, havia cadáveres e destroços ao meu redor. Fiquei com medo, me levantei e corri”, disse ele. O passageiro viajava de Ahmedabad para visitar familiares, quando o acidente ocorreu.
Queda deixou mortos e feridos
O Boeing 787-8 Dreamliner da Air India tinha como destino o aeroporto de Gatwick, em Londres. A bordo, estavam 169 indianos, 53 britânicos, sete portugueses e um canadense, segundo a companhia aérea.
A aeronave decolou às 13h38 (horário local), mas menos de um minuto depois perdeu contato com o controle de tráfego, quando estava a 625 pés de altitude. O piloto ainda conseguiu emitir um sinal de emergência (“Mayday”), mas não houve mais comunicação após isso.
De acordo com a agência Reuters, o avião atingiu um edifício durante a queda. Equipes de resgate trabalham no local, onde ainda há pessoas presas entre os escombros do prédio. O número de vítimas no solo ainda não foi confirmado.
Especialistas comentam o acidente
Segundo o piloto e comandante de Boeing, Rafael Santos, este foi o primeiro acidente com vítimas envolvendo o modelo 787-8 Dreamliner. “É uma aeronave com grande número de unidades produzidas, extremamente segura e confiável”, afirmou à revista IstoÉ.
Santos destacou que, com base nas imagens da queda e nas informações divulgadas até o momento, é possível cogitar uma falha operacional. No entanto, ele alertou que ainda é cedo para conclusões definitivas.
Após o acidente, o aeroporto indiano suspendeu todas as operações. A Boeing, em nota oficial, informou que está ciente do ocorrido e que está reunindo mais dados para colaborar com as investigações.
Fonte: Istoé
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