Criado pela empresa americana LENZ Therapeutics, o colírio poderá beneficiar aproximadamente 128 milhões de adultos nos EUA. Segundo a fabricante, uma única aplicação diária proporciona até 10 horas de melhora na visão de perto, permitindo que os usuários realizem atividades como ler, usar o celular ou consultar cardápios, sem a necessidade de lentes corretivas.
A previsão é que o VIZZ chegue ao mercado no quarto trimestre de 2025. Antes disso, a partir de outubro, amostras começarão a ser distribuídas a profissionais da saúde ocular para testes clínicos. A pré-reserva já está disponível no site da empresa, mediante receita médica.
Os preços sugeridos são de US$ 79 (cerca de R$ 431) para 25 doses — equivalente a um mês de uso — ou US$ 198 (cerca de R$ 1.081) para 75 doses (três meses).
Como funciona o VIZZ
O princípio ativo do VIZZ é a aceclidina, um agente miótico que age na musculatura da íris, provocando a contração da pupila — processo conhecido como efeito pinhole. Essa ação aumenta a profundidade de foco, melhorando a nitidez da visão de perto sem afetar a visão à distância.
De acordo com a empresa, o colírio consegue contrair a pupila em menos de dois minutos, oferecendo uma melhora significativa na leitura e em outras atividades visuais de curta distância, sem causar miopia. O produto utiliza exclusivamente a aceclidina como composto ativo, representando uma inovação sem precedentes no tratamento da presbiopia.
“Avanço transformador” para a saúde ocular
Para o CEO da LENZ Therapeutics, Eef Schimmelpennink, a aprovação do colírio marca um divisor de águas. “É uma melhoria transformadora nas opções de tratamento para quem vive com visão de perto embaçada. Estamos prontos para lançar no mercado o primeiro colírio de uso diário com eficácia comprovada por até 10 horas”, destacou.
O oftalmologista Marc Bloomenstein, do Schwartz Laser Eye Care Center, também celebrou a novidade: “Esta é uma mudança de paradigma. Muitos pacientes vão finalmente ter uma solução prática e eficaz para a presbiopia. Acredito que o VIZZ pode se tornar o novo padrão de tratamento.”
A expectativa é que o sucesso do colírio nos EUA impulsione futuros estudos e liberações em outros países, incluindo o Brasil.





