Europa aprova novo tratamento contra câncer no sangue que pode ser aplicado em casa e traz mais conforto a pacientes

Redação Notícia Boa Bahia
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divulgação / Sarclisa

Um avanço médico está trazendo novas perspectivas para milhares de pessoas em tratamento contra o câncer no sangue na Europa. A farmacêutica francesa Sanofi anunciou que recebeu aprovação da Comissão Europeia para uma nova forma de aplicação do medicamento Sarclisa, utilizado no tratamento do mieloma múltiplo.

A principal inovação está na forma de administração: em vez das longas infusões intravenosas feitas em hospitais, o medicamento poderá ser aplicado por meio de uma injeção subcutânea rápida. A mudança permite um processo mais simples, menos demorado e com potencial para ser realizado em ambiente domiciliar, em alguns casos.

O Sarclisa já era utilizado no tratamento do mieloma múltiplo  um tipo de câncer que afeta as células da medula óssea  e já foi prescrito para cerca de 70 mil pacientes em quase 60 países. Até agora, sua aplicação exigia sessões hospitalares mais longas, o que tornava o tratamento mais cansativo para muitos pacientes.

Segundo especialistas, a nova forma de aplicação representa um ganho importante em qualidade de vida, oferecendo mais conforto e flexibilidade na rotina de quem enfrenta a doença. Além disso, o avanço também pode contribuir para reduzir a sobrecarga em hospitais e centros de tratamento.

Para médicos e pesquisadores, a mudança é significativa. O hematologista Mohamad Mohty, professor da Universidade Sorbonne, destacou que a novidade pode tornar o cuidado mais eficiente e menos desgastante para pacientes e sistemas de saúde.

A aprovação europeia também marca um passo relevante por ser a primeira terapia contra o câncer com esse modelo de aplicação aprovada na região para o tratamento do mieloma múltiplo.

O medicamento ainda está em análise por outras agências reguladoras, incluindo autoridades dos Estados Unidos, Japão e China. Nos Estados Unidos, a decisão da FDA foi adiada e deve ser anunciada até o fim de julho.

Enquanto isso, a aprovação na Europa já é vista como um avanço importante na busca por tratamentos mais humanos, acessíveis e menos invasivos  reforçando a esperança de pacientes e famílias que convivem diariamente com a doença.

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