Uma boa notícia para os pacientes que precisam de tratamento com semaglutida: a Anvisa aprovou duas novas canetas injetáveis à base da substância, incluindo a primeira versão genérica de semaglutida do Brasil. Os registros foram publicados no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 17 de agosto, e a chegada de novos fabricantes ao mercado aumenta a concorrência e pode contribuir para a redução dos preços.
Uma das canetas será produzida pela farmacêutica brasileira EMS e, por ser genérica, não terá nome comercial. A outra é o Semaclique, medicamento similar fabricado pela Germed, empresa do mesmo grupo. A semaglutida é o princípio ativo conhecido por fazer parte de medicamentos como Ozempic e Wegovy.
As duas novas opções têm indicação aprovada para adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não estejam adequadamente controlados, sempre associadas a alimentação adequada e exercícios físicos. A aplicação é subcutânea e semanal, mediante prescrição e acompanhamento médico.
A aprovação da primeira semaglutida genérica representa mais um passo para ampliar o acesso ao tratamento no país. Em maio, a EMS já havia obtido o registro do Ozivy, primeira semaglutida produzida por via sintética aprovada pela Anvisa no Brasil. Agora, a empresa também poderá comercializar uma versão genérica da substância.
O preço oficial ainda não foi divulgado, pois o medicamento precisa passar pela definição da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Pela legislação brasileira, os medicamentos genéricos devem custar pelo menos 35% menos que o produto de referência. Considerando apenas como referência os valores anunciados pela EMS para o Ozivy, entre R$ 452 e R$ 498 por caneta, uma redução de 35% colocaria o genérico em uma faixa estimada de aproximadamente R$ 294 a R$ 324. O valor final, porém, dependerá da definição oficial da CMED.
O Semaclique também ainda não teve preço divulgado. Por ser um medicamento similar, não possui a mesma obrigação legal de redução de 35%, mas sua entrada no mercado amplia a concorrência e oferece mais uma alternativa aos pacientes.
A semaglutida perdeu a proteção de patente no Brasil em março deste ano, abrindo caminho para a entrada de novos fabricantes. Desde então, a Anvisa já autorizou outras versões da substância, aumentando gradualmente a oferta no país.


