Uma novidade na área da saúde feminina traz esperança para milhões de mulheres. O Reino Unido aprovou um novo medicamento que ajuda a reduzir sintomas comuns da menopausa, como ondas de calor e suor noturno, com resultados que podem aparecer já na primeira semana de tratamento.
A pílula diária, chamada fezolinetante e comercializada com o nome Veozah, foi autorizada pelo National Health Service (NHS), sistema público de saúde britânico. O medicamento é considerado inovador por ser não hormonal, oferecendo uma nova alternativa para mulheres que não podem ou preferem evitar terapias hormonais.
Segundo avaliação do National Institute for Health and Care Excellence (NICE), responsável por analisar a eficácia de tratamentos no país, a nova terapia pode melhorar significativamente a qualidade de vida de mulheres que enfrentam sintomas intensos da menopausa.
“Sabemos que as ondas de calor e os suores noturnos podem ter um impacto profundo na qualidade de vida e no bem-estar geral”, afirmou Helen Knight, diretora de avaliação de medicamentos do NICE.
Como o medicamento funciona
Diferente das terapias tradicionais, o Veozah atua diretamente no cérebro, em neurônios conhecidos como KNDy, responsáveis por regular a temperatura corporal. Durante a menopausa, a queda do hormônio estrogênio pode causar uma desregulação nesse sistema, levando aos famosos “calorões”.
O fezolinetante age bloqueando receptores específicos desses neurônios, ajudando a estabilizar a percepção de temperatura do corpo e reduzindo episódios de ondas de calor e suor noturno.
Resultados promissores em testes
Os testes clínicos foram conduzidos pela Astellas Pharma em centros de pesquisa no Canadá, nos Estados Unidos e em países da Europa. Mais de três mil mulheres com sintomas moderados ou graves participaram dos estudos.
De acordo com a pesquisadora Nanette Santoro, professora de obstetrícia e ginecologia da University of Colorado School of Medicine, os resultados mostraram redução significativa na frequência e intensidade das ondas de calor em comparação ao placebo. Em muitos casos, a melhora foi percebida já na primeira semana, com avanços ainda maiores após quatro semanas de uso.
Expectativa para o Brasil
A nova pílula representa uma alternativa promissora para cerca de 75% das mulheres no mundo que enfrentam sintomas da menopausa. No Brasil, ainda não existem medicamentos específicos não hormonais aprovados para tratar esses sintomas, embora alguns remédios de outras categorias sejam utilizados para aliviar o desconforto.




