A partir de janeiro de 2026, cerca de 15 milhões de trabalhadores brasileiros terão mais dinheiro no bolso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que zera o Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, cumprindo promessa de campanha feita em 2022.
Na prática, brasileiros que perdiam o equivalente a um salário por ano para o IR ficarão isentos a partir da nova regra. Segundo o governo, 10 milhões de pessoas passarão a ser isentas e outros 5 milhões terão redução gradual no desconto, no caso de quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350 mensais.
Quem paga a conta: alta renda será taxada
Para compensar a renúncia fiscal, o governo afirmou que a cobrança virá de cerca de 140 mil brasileiros com renda anual a partir de R$ 600 mil, que passarão a pagar um imposto gradual de até 10% sobre esses rendimentos.
A proposta foi enviada ao Congresso em março deste ano e aprovada por unanimidade no Senado no início de novembro.
Lula: “Estamos corrigindo uma injustiça histórica”
Durante a cerimônia de sanção, no Palácio do Planalto, Lula afirmou que a medida corrige uma antiga distorção tributária que penalizava mais os trabalhadores do que os mais ricos. “Combater a desigualdade é termos a capacidade de nos indignarmos com o que está errado. Muito dinheiro na mão de poucos significa miséria, mas pouco dinheiro na mão de muitos significa distribuição de riqueza.”
Segundo o presidente, a mudança é parte de um esforço para que o Brasil avance rumo a um modelo de desenvolvimento menos desigual.
Agradecimentos no Congresso e planos futuros
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, agradeceu o empenho do Congresso. Ele citou os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre que não estiveram presentes pela articulação que viabilizou a aprovação ainda em 2025, condição para que a nova tabela pudesse valer já em 2026.
Também acompanharam a cerimônia o deputado Arthur Lira (PP-AL) e o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relatores da proposta no Congresso.
No evento, Lula adiantou que o governo pretende avançar em outra frente: a tributação de aplicações financeiras, ampliando a agenda de mudanças no sistema tributário.





