Jovens da Bahia estão entre os estudantes brasileiros que embarcam para os Estados Unidos para disputar a Regeneron International Science and Engineering Fair 2026, considerada a maior feira pré-universitária de ciência e engenharia do mundo. Antes da viagem para a cidade de Phoenix, a delegação participa de um workshop preparatório na Universidade de São Paulo, voltado ao aperfeiçoamento das apresentações e à preparação dos jovens para a dinâmica internacional da competição.
Os estudantes foram selecionados pela Feira Brasileira de Ciências e Engenharia e integram uma delegação formada por 14 jovens de diferentes regiões do país. Junto aos representantes escolhidos pela Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia, o Brasil terá 26 participantes no evento internacional.
A Bahia será destaque na competição com projetos voltados à sustentabilidade e inovação. Um deles é o Amendoclean, criado por Gabriel Mocitaiba Pinheiro, do Instituto Federal da Bahia, sob orientação da professora Luciene Santos Carvalho. O projeto utiliza biocarvão produzido a partir de casca de amendoim para remover corantes industriais da água com alta eficiência, oferecendo uma alternativa sustentável para o tratamento de resíduos.
Outro destaque baiano é o projeto AnisGuard, desenvolvido por Kenisson Morais Brito, da Escola SESI Anísio Teixeira. A pesquisa propõe um fungicida natural à base de erva-doce capaz de reduzir em até 83,8% a carga fúngica em grãos de café, com custo inferior ao de soluções convencionais. O trabalho contou com orientação da professora Winne Katharine Souza Rocha e coorientação da professora Gislaine Amorim Santos.
Além dos projetos baianos, a delegação brasileira apresentará pesquisas nas áreas de saúde, inteligência artificial, agricultura sustentável e educação ambiental. Entre os temas estão estudos sobre combate a infecções hospitalares resistentes, pesquisas relacionadas ao Alzheimer, soluções para acelerar o cultivo de orquídeas e sistemas inteligentes para prevenção de incêndios e riscos à aviação.
Para a coordenadora geral da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, Roseli de Deus Lopes, a experiência vai além da competição. Segundo ela, os estudantes chegam ao evento com projetos desenvolvidos a partir de problemas reais e retornam com uma visão ampliada sobre o papel da ciência na transformação da sociedade.
A Regeneron International Science and Engineering Fair 2026 reúne anualmente cerca de 1.600 estudantes de aproximadamente 60 países e distribui milhões de dólares em premiações, bolsas de estudo e oportunidades acadêmicas. Ao longo de sua trajetória, a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia já enviou mais de 200 projetos brasileiros para a competição, conquistando dezenas de prêmios internacionais e fortalecendo o protagonismo da ciência jovem no país.





