Avanço na prevenção: SUS poderá oferecer primeira PrEP injetável gratuita contra o HIV

Redação Notícia Boa Bahia
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Divulgação

O Brasil deu mais um passo importante no fortalecimento da prevenção ao HIV. O Ministério da Saúde anunciou que solicitará a incorporação do cabotegravir ao Sistema Único de Saúde (SUS), tornando possível a oferta gratuita da primeira medicação injetável de longa duração para a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP).

O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a Conferência Internacional de AIDS, no Rio de Janeiro. Caso receba parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), o medicamento poderá ampliar o acesso à prevenção e beneficiar pessoas que enfrentam dificuldades para manter o uso diário da PrEP oral.

“O Brasil quer incorporar novas tecnologias de prevenção do HIV, porque elas podem ampliar as possibilidades de cuidado e oferecer alternativas para pessoas que enfrentam dificuldades de adesão ao uso diário da medicação”, destacou o ministro.

Mais proteção com menos aplicações

A principal novidade do cabotegravir é a praticidade. Diferentemente da PrEP oral, que exige um comprimido todos os dias, o medicamento é administrado por meio de injeções. Após as duas doses iniciais, a aplicação passa a ser realizada apenas uma vez a cada dois meses.

Estudos clínicos conduzidos em diversos países, incluindo o Brasil, apontaram que o cabotegravir foi 69% mais eficaz na prevenção da infecção pelo HIV em comparação com a PrEP oral. O resultado levou à recomendação do medicamento pela Organização Mundial da Saúde (OMS), além da aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2023.

Acesso ampliado à prevenção

Atualmente, o SUS oferece gratuitamente a PrEP oral para pessoas com maior risco de exposição ao HIV. A possível incorporação da versão injetável representa mais uma alternativa de cuidado, especialmente para quem encontra dificuldades em manter o tratamento diário.

A PrEP funciona preparando o organismo para impedir que o vírus se estabeleça em caso de exposição. Especialistas reforçam que o tratamento deve ser utilizado em conjunto com outras medidas de prevenção, como o uso de preservativos e o acompanhamento regular com profissionais de saúde.

Próximos passos

Antes de chegar à rede pública, o cabotegravir ainda será analisado pela Conitec, que avaliará critérios como eficácia, segurança, custo e impacto financeiro para o SUS. Se aprovado, a expectativa do Ministério da Saúde é disponibilizar o medicamento ainda este ano.

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O governo também informou que continua negociando a incorporação de outra inovação na prevenção ao HIV: o lenacapavir, um medicamento injetável de longa duração que pode ser aplicado apenas duas vezes por ano.

A iniciativa reforça o compromisso do Brasil com a ampliação do acesso às tecnologias de prevenção e representa mais um avanço na promoção da saúde pública, oferecendo novas opções para reduzir a transmissão do HIV e melhorar a qualidade de vida da população.

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