O acesso aos medicamentos é uma etapa fundamental para garantir a continuidade do tratamento de pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente na área de oncologia, que envolve terapias de alto custo e grande importância para a qualidade de vida. Um levantamento da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), divulgado em julho, analisou 112 princípios ativos utilizados no tratamento do câncer e mostrou que 71 deles estão presentes tanto nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME).
O estudo chama atenção para a necessidade de transformar a incorporação dos medicamentos em acesso efetivo aos pacientes. Segundo Helaine Capucho, diretora de Acesso da Interfarma, é preciso avançar para que os tratamentos reconhecidos como essenciais estejam disponíveis em tempo oportuno para quem precisa.
Apesar dos desafios, o levantamento também contribui para fortalecer o debate sobre a ampliação do acesso e a melhoria da assistência oncológica no país. Para que um medicamento chegue ao paciente, é necessário cumprir uma série de etapas, que envolvem a incorporação ao SUS, definição de responsabilidades, elaboração de protocolos clínicos, financiamento, negociação, compra, distribuição e, finalmente, a oferta nos serviços de saúde.
A discussão reforça a importância de aperfeiçoar esse processo e garantir que os avanços na medicina possam se transformar, cada vez mais, em tratamentos disponíveis para os pacientes que dependem do SUS. Afinal, na luta contra o câncer, ampliar o acesso e reduzir barreiras significa também oferecer mais cuidado, dignidade e esperança a milhares de brasileiros.


