O projeto do Teleférico do Subúrbio de Salvador avança para a fase de licitação e representa uma nova perspectiva para a mobilidade de milhares de moradores da região. A proposta da Prefeitura prevê uma ligação de 4,3 quilômetros entre Praia Grande e Campinas de Pirajá, com conexão ao sistema metroviário da capital.
A expectativa é que a concorrência seja lançada ainda no segundo semestre de 2026, enquanto os ajustes finais do projeto eletromecânico estão sendo realizados. A iniciativa tem potencial para transformar a rotina de quem vive no Subúrbio, oferecendo uma alternativa de transporte mais rápida, integrada e adequada às características geográficas da região.
O trajeto terá início em Praia Grande, passando por Mané Dendê e Pirajá, até chegar a Campinas de Pirajá, onde será possível fazer a integração com o metrô. Atualmente, o deslocamento entre essas regiões pode levar entre 40 e 50 minutos. Com o teleférico, a estimativa é que o percurso seja reduzido para aproximadamente 12 a 16 minutos.
O novo sistema deverá ter capacidade para transportar até 3,2 mil passageiros por hora em cada sentido, ampliando as opções de deslocamento e facilitando a conexão dos moradores do Subúrbio com outras áreas de Salvador.
A integração com o transporte público será outro diferencial. A proposta prevê que os passageiros possam utilizar o próprio cartão de transporte para acessar o teleférico e, a partir de Campinas de Pirajá, realizar a conexão com o metrô. Dessa forma, o equipamento deverá funcionar de maneira integrada à rede existente, ampliando as possibilidades de deslocamento pela cidade.
Segundo a Prefeitura, o projeto foi pensado especialmente para uma região marcada por grandes desníveis topográficos, que dificultam a circulação entre determinadas áreas. O teleférico deverá conectar dois importantes corredores de transporte de Salvador, a Avenida Suburbana e a BR-324, criando uma nova alternativa de mobilidade de alta capacidade.
Além das estruturas necessárias para o funcionamento do sistema, o projeto prevê melhorias no entorno das estações, com ações de acessibilidade, circulação de pedestres, equipamentos públicos e espaços de convivência. A expectativa também é estimular o comércio e a movimentação econômica nas áreas próximas às estações.
A proposta teve como referência experiências internacionais de mobilidade por teleférico, especialmente iniciativas desenvolvidas em cidades colombianas como Bogotá e Medellín, onde esse tipo de transporte é utilizado para conectar áreas com características geográficas semelhantes.
Os estudos de viabilidade técnica e concepção foram realizados pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), seguidos por levantamentos topográficos, sondagens e análises dos impactos sociais e ambientais. Atualmente, o empreendimento está na etapa de preparação para a licitação, com os ajustes finais do projeto eletromecânico e a previsão de contratação de uma empresa para acompanhar a execução e a fiscalização da obra.
A Semob ficará responsável pela execução e operação do sistema, enquanto a Sucop será responsável pela execução da obra. Se o cronograma previsto for mantido, o avanço do projeto nos próximos meses poderá representar um passo importante para a modernização da mobilidade no Subúrbio e para a melhoria da qualidade de vida dos moradores da região.
| cenario | tempo |
|---|---|
| Atual — mínimo | 40 |
| Atual — máximo | 50 |
| Teleférico — mínimo | 12 |
| Teleférico — máximo | 16 |



