Salvador e Cachoeira serão palco de uma grande celebração do cinema baiano entre os dias 8 e 16 de setembro. Em sua terceira edição, o Cine SESI chega com uma programação gratuita que reúne mais de 18 filmes, oficinas, debates, painéis, atividades educativas e experiências especiais de audiovisual.
Com o tema “Cinema, Memória e Legado”, o festival propõe um encontro entre diferentes gerações de realizadores e destaca o cinema como ferramenta para preservar histórias, registrar o presente e construir as memórias que serão transmitidas às próximas gerações.
Bando de Teatro Olodum será homenageado
Um dos grandes destaques desta edição é a homenagem ao Bando de Teatro Olodum, companhia criada em Salvador em 1990 e reconhecida como uma das principais referências do teatro negro brasileiro.
Ao longo de mais de três décadas, o grupo contribuiu para a formação e projeção de artistas que também construíram importantes trajetórias no cinema, na televisão e no audiovisual.
A homenagem começa na abertura do festival, em 8 de setembro. No dia seguinte, integrantes do Bando participam de um painel sobre a trajetória e o legado da companhia. Já no dia 10, o público poderá assistir a produções relacionadas ao grupo, entre elas “Ó Paí, Ó”, “Bando, um Filme” e “Besouro”.
Cinema para diferentes públicos
A programação do Cine SESI foi pensada para aproximar o audiovisual de públicos diversos. Além das sessões tradicionais, o festival terá a “Baianinha”, programação voltada às crianças com atividades lúdico-pedagógicas.
Entre os filmes selecionados estão produções como Maic não Quer Cruzar, Sopro, A Cor da Patroa, Bárbara, Portão Mágico e Parquinho.
As sessões “Memória do Agora” também apresentam trabalhos contemporâneos de realizadores baianos, enquanto “Memória e Legado” reúne obras de nomes experientes do cinema, criando um diálogo entre diferentes períodos e perspectivas da produção audiovisual.
Festival chega pela primeira vez a Cachoeira
Uma das novidades desta edição é a chegada do Cine SESI a Cachoeira, no Recôncavo Baiano. No dia 15 de setembro, o Cine Theatro Cachoeirano receberá o painel “Cinema, Memória e Legado”, com convidados de Salvador e da própria cidade.
Na sequência, será exibido “Três Obás de Xangô”, de Sérgio Machado, documentário que aborda a amizade entre Jorge Amado, Dorival Caymmi e Carybé e a influência desses grandes nomes na construção da identidade cultural da Bahia.
A programação em Cachoeira será encerrada em praça pública com uma experiência de live cinema, comandada pela VJ Flora em parceria com o DJ Marley Bass, artista natural da cidade.
Formação e novas oportunidades
O festival também aposta na formação de novos realizadores. A Oficina de Filme por Celular, ministrada por Rafael Ramos, oferece aos participantes uma experiência prática de criação audiovisual utilizando o telefone celular.
A iniciativa integra uma programação que busca não apenas exibir filmes, mas também estimular a produção, a formação de público e a circulação do cinema baiano.
Segundo a organização, a proposta é fazer com que produções que muitas vezes ficam restritas a festivais e circuitos específicos encontrem novos espectadores e que os territórios baianos também sejam reconhecidos como espaços de criação e troca.
Cinema acessível e programação online
O Cine SESI também amplia o acesso ao audiovisual por meio de recursos de acessibilidade. A abertura, os painéis e o encerramento contarão com interpretação em Libras.
Além da programação presencial, parte dos filmes selecionados ficará disponível online no canal do Cine SESI no YouTube, permitindo que pessoas de outras localidades também tenham contato com as produções.
O encerramento em Salvador acontece no dia 16 de setembro, com sessões no SESI Casa Branca, incluindo a exibição de “Malês”, além de um painel sobre investimento no cinema. O encontro reunirá empresários e cineastas baianos para discutir novas possibilidades de parceria e fortalecimento do setor audiovisual.




