A semaglutida faz parte da classe dos agonistas do receptor GLP-1 e atua no controle da glicose, além de contribuir para o aumento da sensação de saciedade. Embora esses medicamentos sejam frequentemente associados ao apelido de “canetas emagrecedoras”, os nove produtos aprovados neste ano têm, neste momento, indicação registrada para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2.
A primeira novidade dessa nova geração foi o Ozivy, da farmacêutica EMS, aprovado em maio. O medicamento representa a chegada ao mercado brasileiro de uma semaglutida sintética análoga a um produto biológico que já era comercializado no país.
Em julho, a Anvisa autorizou de uma só vez outros cinco medicamentos: Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema. Todos utilizam semaglutida produzida por via sintética e foram registrados para o tratamento do diabetes tipo 2.
No mês seguinte, chegaram mais duas opções: a primeira semaglutida genérica do país, produzida pela EMS, e o Semaclique, da Germed. Mais recentemente, o Yluméc, também da EMS, recebeu autorização da agência.
Nove opções aprovadas em 2026
- Ozivy — EMS
- Semavy — Cosmed
- Semaclique — Germed
- Owozy — Ávita Care
- Semaglutida genérica — EMS
- Yluméc — EMS
- Zempneo — Brainfarma
- Seemasun — Sun Farmacêutica
- Orsema — Ranbaxy Farmacêutica
A ampliação da oferta ocorre após o encerramento da patente da semaglutida no Brasil, em março deste ano. A mudança abriu espaço para a entrada de novos fabricantes e, consequentemente, para uma maior diversidade de opções no mercado.
Para os pacientes, a chegada de novos produtos representa um cenário de maior variedade de alternativas terapêuticas, permitindo que médicos avaliem diferentes opções de acordo com as necessidades de cada pessoa.
A Anvisa, porém, destaca que a presença da semaglutida na composição não significa que todos os medicamentos estejam automaticamente autorizados para o tratamento da obesidade. Cada produto possui indicações específicas estabelecidas no processo de registro e deve ser utilizado conforme orientação médica.
Os medicamentos da classe dos GLP-1 são vendidos sob prescrição médica em duas vias, sendo uma delas retida pela farmácia no momento da compra.





