Brasileira engravidou depois de conseguir barriga solidária; os bebês têm 1 mês de diferença

Redação Notícia Boa Bahia
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O que era para ser uma longa espera terminou em uma emocionante surpresa para o casal cearense Carol Castro e Elias Leite. Depois de seis anos tentando ter filhos, Carol contou com a ajuda da prima, Julianna de Castro, que se ofereceu para ser barriga solidária. Mas o que ninguém esperava aconteceu: um mês após o procedimento, Carol engravidou naturalmente. Hoje, os dois bebês nasceram com apenas um mês de diferença, trazendo uma história única de amor, superação e fé.

A jornada do casal começou em 2019, marcada por inúmeras tentativas frustradas de gravidez. Foi então que Julianna, solidária à dor da prima, fez uma oferta inusitada: “Tenho aqui meu buchinho quebrado, se vocês quiserem, tá à disposição”, brincou. Inicialmente, Carol recusou, mas, com o tempo e o cansaço emocional, resolveu aceitar a proposta.

Com apoio médico, jurídico e a devida autorização do Conselho Regional de Medicina do Ceará (Cremec), o processo da barriga solidária teve início e, logo após a transferência do embrião, Julianna engravidou. A emoção tomou conta da família.

Mas o destino ainda reservava outra surpresa.

Durante uma viagem para celebrar a gravidez da prima, Carol começou a sentir-se enjoada. De volta para casa, decidiu fazer um teste de gravidez. O resultado? Positivo. Os exames confirmaram: Maria Helena estava a caminho, gestada pela própria Carol.

“Jamais imaginei que pudesse estar grávida. Foi o maior susto e a maior bênção da nossa vida”, contou Carol.

Os bebês chegaram ao mundo cercados de amor. José Heli Neto, filho biológico do casal gestado por Julianna, nasceu em abril. Um mês depois, Maria Helena veio ao mundo, completando a família.

“José tem uma mãe de barriga e uma super madrinha. Minha relação com Julianna sempre foi muito forte, mas depois disso se transformou em algo ainda maior”, declarou Carol emocionada.

Entenda a barriga solidária no Brasil

A barriga solidária é uma prática permitida no Brasil desde que sem fins lucrativos e com participação de um parente próximo. O procedimento é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que exige autorização formal e acompanhamento médico e jurídico.

No Congresso Nacional, tramitam projetos que propõem incluir a barriga solidária no Código Civil, com o objetivo de dar maior segurança jurídica às famílias que não podem gerar filhos por conta própria.

Essa história mostra que, muitas vezes, a vida surpreende quando menos se espera – e que laços de amor e solidariedade podem transformar destinos.

Olha os irmãos da mãe brasileira que engravidou depois da barriga solidária

Helena e José Heli Neto nasceram com aproximadamente um mês de diferença. - Foto: Arquivo pessoal

Helena e José Heli Neto nasceram com aproximadamente um mês de diferença. – Foto: Arquivo pessoal
Fonte: Só Notícia Boa
Foto: Arquivo pessoal
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