A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), intensifica ao longo do mês de janeiro as ações de controle, prevenção e conscientização sobre a hanseníase. A mobilização integra a campanha Janeiro Roxo, que tem como objetivo informar a população, estimular o diagnóstico precoce e combater o estigma e o preconceito ainda associados à doença.
Durante todo o mês, estão previstas atividades educativas, capacitações de profissionais de saúde, mobilizações nas unidades da rede municipal e ações de comunicação. A iniciativa reforça que a hanseníase tem tratamento e cura, especialmente quando identificada de forma precoce, garantindo mais qualidade de vida às pessoas acometidas.
O Dia Mundial e Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, celebrado no último domingo de janeiro, conforme a Lei nº 12.135/2009, destaca a importância do engajamento permanente dos serviços de saúde e da sociedade no enfrentamento da doença, que ainda representa um desafio de saúde pública no Brasil e na capital baiana.
Atenção aos sintomas
A hanseníase é uma doença infectocontagiosa crônica causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Quando não diagnosticada e tratada precocemente, pode causar incapacidades físicas e impactos sociais e psicológicos.
Entre os principais sinais de alerta estão manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas na pele, perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, à dor ou ao calor, além de dormência, formigamento, fraqueza muscular e alterações em regiões como olhos, orelhas e nariz.
A transmissão ocorre pelas vias aéreas, por meio de gotículas expelidas na fala, tosse ou espirro de pessoas que ainda não iniciaram o tratamento. Após o início da medicação, a pessoa deixa de transmitir a doença nas primeiras doses.
Atendimento gratuito na rede municipal
A Secretaria Municipal da Saúde disponibiliza diagnóstico e tratamento gratuitos para hanseníase em diversas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital. As equipes atuam no Programa Municipal de Controle da Hanseníase, realizando avaliação clínica, acompanhamento do tratamento, investigação de contactantes e ações educativas junto à comunidade.
As unidades também orientam sobre prevenção de incapacidades físicas e práticas de autocuidado. Pessoas que apresentem manchas com perda de sensibilidade, dormência, formigamento ou fraqueza muscular devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar sequelas e interromper a cadeia de transmissão.
Vigilância e compromisso com a saúde
Apesar dos avanços, o Brasil ainda ocupa a segunda posição mundial na detecção de novos casos de hanseníase, concentrando cerca de 92% dos registros das Américas, segundo dados do Ministério da Saúde. Em Salvador, entre 2024 e 2025, foi registrada uma média de 294 pessoas em tratamento, o que reforça a importância da continuidade das ações de vigilância, diagnóstico e educação em saúde.
Com o Janeiro Roxo, Salvador reafirma o compromisso com a promoção da saúde, o cuidado integral e o fortalecimento do acesso da população aos serviços do SUS, contribuindo para a redução da hanseníase e para uma cidade mais informada, acolhedora e saudável.




