A partir de dezembro, o PIX passará a contar com mudanças importantes que visam tornar as devoluções de dinheiro mais rápidas e ampliar a proteção contra fraudes. As novas regras do Banco Central têm como objetivo facilitar o rastreamento do dinheiro e aumentar as chances de recuperação de valores que foram desviados, principalmente em golpes. A principal novidade é que o sistema passará a acompanhar o caminho completo das transferências, mesmo quando o valor já tiver sido transferido para outra conta, algo que antes dificultava o processo de devolução.
Nos últimos anos, com o aumento das fraudes, os golpistas passaram a movimentar o dinheiro rapidamente, o que tornava quase impossível o retorno das quantias enviadas por engano ou sob ameaça. Com a mudança, o Banco Central promete mais precisão no rastreamento das transferências feitas pelos criminosos, aumentando a chance de recuperar valores até 11 dias após a contestação.
A expectativa é que, com a implementação do novo sistema, as instituições financeiras consigam identificar de maneira mais eficiente as contas suspeitas e desestimular o uso do PIX em crimes. As novas regras já podem ser adotadas pelas instituições, mas sua implementação será obrigatória a partir de 2 de fevereiro de 2026.
Como funciona o novo rastreamento?
O novo sistema de devolução do PIX permitirá que as transferências realizadas por golpistas sejam acompanhadas de forma mais detalhada, superando uma das maiores dificuldades enfrentadas até agora: o fato de os criminosos frequentemente transferirem ou sacarem o dinheiro de maneira quase imediata. Agora, será possível rastrear os valores mesmo após as movimentações feitas pelos golpistas, o que amplia significativamente a chance de recuperação.
Além disso, o Banco Central afirmou que todos os participantes do sistema terão acesso às informações necessárias para realizar a devolução do dinheiro, facilitando o processo e aumentando o volume de recuperações.
Devolução mesmo após movimentações do golpista
Antes, o dinheiro só podia ser devolvido se ainda estivesse na conta usada pelo golpista para receber a transferência. No entanto, com a nova atualização, o sistema poderá localizar os valores, mesmo que eles já tenham sido transferidos para outras contas, o que amplia as chances de devolver o dinheiro para a vítima e fortalece o controle das instituições sobre atividades suspeitas.
Autoatendimento para contestar transações
Desde 1º de outubro, os bancos e instituições financeiras começaram a oferecer uma ferramenta de contestação automática no aplicativo do PIX. Essa funcionalidade permite que os usuários possam contestar transações de forma prática, sem precisar de atendimento humano. O Banco Central acredita que o autoatendimento agiliza o processo e aumenta a probabilidade de encontrar os recursos ainda na conta associada ao golpe, antes que eles sejam totalmente transferidos.
Adoção obrigatória em fevereiro
Embora as novas regras já possam ser aplicadas pelas instituições financeiras, a implementação obrigatória ocorrerá em 2 de fevereiro de 2026. O Banco Central reforça que a medida faz parte de um conjunto de ações para aumentar a segurança do PIX e reduzir a ocorrência de crimes envolvendo transferências instantâneas. Com a mudança, o Banco Central espera facilitar a vida do consumidor e combater fraudes de forma mais eficaz.


