Sinal universal de socorro ajuda mulher a escapar de violência doméstica no Paraná

Redação Notícia Boa Bahia
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reprodução/g1

Um gesto silencioso e a atitude rápida de pessoas que reconheceram o pedido de ajuda foram decisivos para salvar uma mulher de 28 anos vítima de violência doméstica em Pitanga, no Paraná. O caso, registrado na última segunda-feira (3), reforça a importância da informação e da solidariedade na proteção de vítimas.

Segundo a Polícia Militar, a mulher havia sido agredida pelo ex-companheiro, que invadiu sua residência motivado por ciúmes. Durante o trajeto em que foi obrigada a acompanhá-lo, ela conseguiu fazer discretamente o sinal universal de socorro com a mão, sem que o agressor percebesse.

O gesto foi reconhecido por pessoas que passavam de carro. Ao perceberem que a vítima precisava de ajuda e apresentava ferimentos, elas agiram com rapidez, acolheram a mulher e a levaram até a Companhia da Polícia Militar de Pitanga.

Na unidade, os policiais confirmaram a situação de violência doméstica e prenderam o suspeito em flagrante. A vítima foi encaminhada a um hospital, onde recebeu atendimento médico.

Criado em 2020, no Canadá, durante a pandemia da Covid-19, o sinal universal de socorro tornou-se uma importante ferramenta para que vítimas de violência possam pedir ajuda de forma discreta, especialmente quando não conseguem falar livremente. O gesto é simples: com a palma da mão voltada para a frente, a pessoa dobra o polegar para dentro e fecha os demais dedos sobre ele.

O caso demonstra como a divulgação desse sinal pode fazer a diferença e salvar vidas. Também evidencia o papel fundamental da população, que, ao reconhecer o pedido de ajuda, agiu de forma responsável e colaborou para que a vítima fosse protegida e o agressor encaminhado às autoridades.

Especialistas orientam que, ao identificar esse gesto, a abordagem seja feita com cautela, priorizando a segurança da vítima. Caso não seja possível prestar auxílio diretamente, a recomendação é acionar imediatamente a Polícia Militar, pelo telefone 190, ou a Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180.

 

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