Salvador deu um importante passo na preservação e valorização da paisagem da sua orla. A Prefeitura realizou o primeiro transplantio de mudas de coqueiros produzidas no Viveiro de Coqueiros do Jardim de Alah, uma iniciativa pioneira criada para fortalecer a arborização da capital baiana com plantas adaptadas às condições naturais da cidade.
Ao todo, 30 mudas cultivadas e aclimatadas no viveiro serão levadas para áreas definitivas da orla, onde passarão a integrar novamente o cenário urbano e contribuir para a recuperação dos tradicionais coqueirais de Salvador.
O projeto representa um avanço no cuidado com a vegetação costeira, já que as mudas são preparadas especialmente para enfrentar características típicas do litoral baiano, como a alta salinidade, os ventos fortes e a ação constante da maresia. Com isso, a expectativa é aumentar a resistência das plantas e tornar a reposição dos coqueiros mais eficiente.
“Este primeiro transplantio comprova que o investimento da Prefeitura na criação do Viveiro de Coqueiros está dando resultado. Nossa proposta sempre foi produzir mudas adaptadas às condições de Salvador para fortalecer a arborização da orla e garantir a reposição dos coqueiros que naturalmente se perdem ao longo dos anos”, destacou o secretário da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), Ivan Euler.
Instalado em uma área de 3,2 mil metros quadrados no Jardim de Alah, o viveiro foi planejado para receber mais de 2 mil mudas, oferecendo estrutura adequada para o crescimento saudável das plantas. O espaço conta com sistema automatizado de irrigação por aspersão e proteção para garantir a conservação das espécies.
A produção local permitirá que a recuperação dos coqueirais seja feita de forma contínua em diversos pontos da cidade, incluindo Jardim de Alah, Morro do Cristo, Barra, Rio Vermelho, Cidade Baixa, Subúrbio Ferroviário, Pituaçu, Stella Maris e Pituba, além de outros locais que necessitem de reposição vegetal.
O Viveiro de Coqueiros é o primeiro equipamento municipal dedicado exclusivamente à produção dessa espécie e faz parte de uma estratégia mais ampla de preservação ambiental em Salvador. A cidade também mantém um viveiro voltado à conservação de espécies nativas da restinga, localizado na Praia do Flamengo, e está implantando uma nova unidade na região do Centro de Convenções de Salvador, na Boca do Rio.


