Bahia celebra Dia Mundial do Café com destaque na produção e expansão da qualidade no campo

Redação Notícia Boa Bahia
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Divulgação

No Dia Mundial do Café, celebrado nesta terça-feira (14), a Bahia reforça seu protagonismo no cenário nacional e segue consolidada como um dos principais polos produtores do Brasil. Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado deve manter a liderança no Nordeste e ocupar a quarta posição no ranking nacional em 2026, com produção prevista de 227,9 mil toneladas — o equivalente a 5,9% de todo o café brasileiro.

Além da expressiva produção, o café tem papel fundamental na economia da Bahia, sendo responsável por cerca de R$ 4,023 bilhões em valor agrícola, o que representa aproximadamente 8,5% da atividade do setor no estado.

A força da produção baiana está distribuída principalmente entre o café conilon e o arábica. O conilon deve responder por cerca de 60% da safra, com estimativa de 133 mil toneladas, enquanto o arábica, conhecido pelo sabor mais complexo e aromático, deve alcançar 94,8 mil toneladas.

As regiões do Extremo Sul, Sudoeste e Chapada Diamantina concentram a maior parte dos cerca de 130 municípios produtores. Entre os destaques estão cidades como Itamaraju, Prado, Barra da Estiva, Porto Seguro e Barra do Choça, que fortalecem a cadeia produtiva com tradição e tecnologia no campo.

Além do volume expressivo, a Bahia também se destaca pela qualidade. Regiões como o Oeste baiano e a Chapada Diamantina já possuem selo de Indicação Geográfica, reconhecimento que valoriza a origem e as características únicas do café produzido localmente. Condições naturais favoráveis, como altitude, clima e manejo técnico, contribuem para grãos com perfis sensoriais diferenciados e cada vez mais valorizados no mercado.

O estado também aponta para novas fronteiras de crescimento, com potencial de expansão no Vale do São Francisco, Baixo Sul e Recôncavo, impulsionado por estudos de zoneamento agrícola, inovação tecnológica, irrigação e fortalecimento do cooperativismo.

De acordo com a Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri), políticas públicas voltadas à modernização da produção e ao apoio técnico seguem sendo fundamentais para garantir competitividade e sustentar o avanço do setor nos próximos anos, reforçando a posição da Bahia como referência nacional na cafeicultura.

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