País chegou a 103 milhões de trabalhadores ocupados em 2025, maior número da série histórica do IBGE; presença feminina e qualificação também avançaram
O mercado de trabalho brasileiro passou por uma importante transformação na última década e alcançou, em 2025, um marco inédito. Segundo dados do IBGE, o país chegou a 103 milhões de pessoas ocupadas, o maior contingente registrado desde o início da série histórica, em 2012.
Ao mesmo tempo, o número de pessoas desocupadas caiu para 6,1 milhões, o menor patamar registrado pela pesquisa no período. Os dados revelam um mercado de trabalho maior e marcado por mudanças no perfil dos trabalhadores brasileiros.
Mais mulheres no mercado de trabalho
Um dos destaques da última década foi o avanço da participação feminina. Em 2025, 44,8 milhões de mulheres estavam ocupadas, um crescimento de 20,5% em relação a 2012.
Entre os homens, o número de ocupados chegou a 58,2 milhões, alta de 11,7% no mesmo período. O resultado mostra uma expansão mais acelerada da presença feminina no mercado de trabalho.
No conjunto da população, o nível de ocupação chegou a 59,1% em 2025, indicando que uma parcela cada vez maior das pessoas em idade de trabalhar estava efetivamente inserida no mercado.
Trabalhadores mais escolarizados
A escolaridade também ganhou espaço entre os brasileiros ocupados. Em 2025, 43,6% dos trabalhadores tinham ensino médio completo ou superior incompleto, enquanto em 2012 esse percentual era de 35,7%.
Considerando os trabalhadores que possuíam pelo menos o ensino médio completo, a participação chegou a 68,5%, diante de menos da metade em 2012.
Outro avanço expressivo ocorreu entre aqueles com ensino superior completo. A parcela passou de 14,1% para 24,9% no período.
Na outra ponta, diminuiu significativamente a participação de trabalhadores sem instrução ou com ensino fundamental incompleto: de 32,6% em 2012 para 18,3% em 2025.
Os números apontam para uma mudança importante no perfil da mão de obra brasileira, com uma presença cada vez maior de profissionais com níveis mais elevados de escolaridade.
Trabalho por conta própria cresce
A forma de inserção no mercado também mudou. Embora os empregados continuem representando a maior parcela dos ocupados, sua participação caiu de 70,7% em 2012 para 69% em 2025.
Em contrapartida, o número de trabalhadores por conta própria ganhou espaço, passando de 22,4% para 25,4% no mesmo período.
O movimento acompanha mudanças na estrutura do mercado e o crescimento de atividades realizadas de forma independente.
Serviços impulsionam novas oportunidades
Entre os setores que mais contribuíram para a expansão do emprego estão administração pública, educação, saúde e serviços sociais, que reuniram 4,9 milhões de trabalhadores a mais em relação a 2012.
Ao mesmo tempo, alguns segmentos registraram redução no número de ocupados. A agropecuária perdeu 2,3 milhões de trabalhadores no período, enquanto construção e serviços domésticos também apresentaram retração.



