“Percebemos que, quando damos água para eles em um pote, eles não bebem, mas, quando ligamos a torneira ou a mangueira, eles bebem. Daí surgiu a ideia de fazer um bebedouro sustentável que, além de utilizar materiais reaproveitados, ajudasse a cuidar dos gatos e a prevenir doenças crônicas na bexiga”, explicou o aluno Enzo Gabriel.
O equipamento foi construído com materiais recicláveis, como uma garrafa de suplemento, canos e uma bomba de aquário. O sistema mantém a água em circulação contínua, passando por um filtro composto de gaze e carvão ativado antes de retornar ao reservatório. Segundo a estudante Edwarda Araújo, a garrafa tem capacidade para um litro de água e pode atender de 25 a 30 gatos, conforme a proposta apresentada pela equipe.
Para avaliar a aceitação dos animais, os estudantes testaram o protótipo em uma ONG mantida pelo professor orientador. Dos 30 gatos apresentados ao equipamento, 25 se aproximaram espontaneamente, o equivalente a 83,3% dos felinos participantes. O resultado inicial indica uma boa receptividade ao bebedouro e incentiva a equipe a continuar aperfeiçoando a solução.
Com investimento estimado em apenas R$ 24,10, o projeto busca oferecer uma alternativa econômica às fontes comerciais para animais, além de incentivar o reaproveitamento de materiais e a criatividade na resolução de problemas do cotidiano. A proposta agora é aprimorar o dispositivo e ampliar sua distribuição para organizações de proteção animal da região, facilitando o acesso a uma solução de baixo custo para o cuidado com os gatos.
A iniciativa integra a série Bahia Faz Ciência, promovida pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti), que divulga pesquisas, experiências e projetos desenvolvidos por estudantes, pesquisadores e cientistas baianos nas áreas de ciência, tecnologia e inovação. O trabalho dos alunos do CETEP do Sisal demonstra como a educação, a sustentabilidade e a preocupação com os animais podem se unir para transformar ideias simples em soluções com potencial de impacto social.


