Nova tecnologia promete tornar coleta de sangue mais confortável e deve chegar em breve ao Brasil

Redação Notícia Boa Bahia
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Reprodução/ Allcrom

A realização de exames laboratoriais pode ficar mais simples e confortável para milhares de brasileiros. Um novo dispositivo de coleta de sangue, já aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deve começar a ser disponibilizado em hospitais, clínicas e laboratórios do país nos próximos meses, oferecendo uma alternativa menos invasiva à coleta tradicional.

A tecnologia, chamada Tasso, foi apresentada ao mercado brasileiro durante a feira Hospitalar pela Allcrom, distribuidora oficial do equipamento no país. A empresa já iniciou negociações com laboratórios, clínicas e redes de saúde para ampliar o acesso ao novo método de coleta.

O dispositivo utiliza uma pequena lanceta automática associada a um sistema de sucção que permite a coleta de sangue diretamente dos capilares da pele, dispensando, em muitos casos, a punção na veia. Compacto e de fácil aplicação, o aparelho é colocado na parte superior do braço e pode ser utilizado pelo próprio paciente ou por um profissional de saúde.

Após uma perfuração superficial, praticamente imperceptível, um sistema de vácuo suave coleta a quantidade necessária de sangue, armazenando a amostra no próprio dispositivo para posterior envio ao laboratório. Todo o procedimento leva apenas alguns minutos e busca proporcionar uma experiência mais tranquila durante a realização dos exames.

A expectativa é de que a novidade represente um importante avanço no cuidado com os pacientes, especialmente para crianças, idosos, pessoas com mobilidade reduzida e aqueles que sentem desconforto ou medo de agulhas. Além de reduzir a dor e a ansiedade durante a coleta, a tecnologia poderá facilitar a realização de exames em domicílio em situações específicas, ampliando o acesso ao diagnóstico e contribuindo para o acompanhamento de pacientes com doenças crônicas.

Outro benefício apontado pelos desenvolvedores é a possibilidade de ampliar a oferta de exames em regiões mais distantes dos grandes centros urbanos, favorecendo pessoas com dificuldade de deslocamento e fortalecendo a assistência em saúde.

Apesar dos avanços, o novo sistema será utilizado apenas em exames compatíveis com o volume de sangue coletado. Como a quantidade obtida é menor do que na coleta venosa convencional, alguns tipos de análises continuarão exigindo o método tradicional.

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