A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Bahia (OAB-BA) realizou, nesta quarta-feira (19), o II Congresso da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, reunindo advogadas, estudantes, profissionais de diversas áreas e representantes do movimento de mulheres negras na Unifacs Campus Tancredo Neves, em Salvador. Com o tema “Justiça racial e interseccionalidades: desafios para a construção de uma democracia verdadeiramente inclusiva”, o evento promoveu um dia de debates, formação e troca de experiências sobre representatividade, direitos e igualdade racial.
A presidente da OAB-BA, Daniela Borges, destacou a importância da presença de mulheres negras nos espaços de decisão para a construção de políticas públicas e ações mais efetivas. O congresso encerrou a programação da 5ª edição do Julho das Mulheres Negras da OAB-BA, com discussões sobre justiça racial, educação, território, direitos, inovação e produção do conhecimento.
A programação também contou com painéis, oficinas e a conferência artístico-cultural “Tambor Mulher é Tambor Justiça”, com Víviam Caroline e o grupo Yayá Muxima. Outro momento especial foi a entrega do V Prêmio Tereza de Benguela, que homenageou mulheres negras por suas trajetórias, coragem e contribuição para a transformação social: Valdirene Sotero (in memoriam), Ana Bárbara Rocha, Eliane Câmara, Ivonete Reinaldo, Jamile Souza, Melca Abreu, Nara Bastos e Rosangela Patrocínio. Para representantes da OAB-BA e da Caixa de Assistência dos Advogados da Bahia (Caab), iniciativas como essa ajudam a ampliar a representatividade, fortalecer o debate antirracista e transformar o conhecimento em ações concretas.


