Salvador fica entre as 10 capitais com melhor desenvolvimento sustentável do Brasil

Redação Notícia Boa Bahia
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Marcio Filho/MTur

Salvador se destacou entre as capitais brasileiras no novo Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR) 2026. A capital baiana aparece na 10ª posição entre as 27 capitais do país, com 51,32 pontos em uma escala de zero a 100, sendo classificada no nível médio de desenvolvimento sustentável.

No ranking que reúne os 5.570 municípios brasileiros, Salvador ocupa a 2.798ª colocação. O resultado coloca a capital baiana à frente de cidades importantes como Rio de Janeiro, Porto Alegre, João Pessoa e Aracaju, mostrando um desempenho positivo em um levantamento que considera diferentes aspectos da qualidade de vida e do desenvolvimento das cidades.

Elaborado pelo Instituto Cidades Sustentáveis, o estudo avalia os municípios a partir de 100 indicadores econômicos e socioambientais, envolvendo áreas como saúde, educação, pobreza e renda, moradia, saneamento, segurança e meio ambiente. As informações são baseadas em dados públicos oficiais de instituições como IBGE, DataSUS e Inep.

Entre as capitais, Brasília lidera o ranking, com 61 pontos, seguida por Curitiba, com 58,15, e São Paulo, com 58,01. Salvador aparece na sequência das cidades com melhor desempenho e integra um grupo de apenas 13 capitais que alcançaram pontuação igual ou superior a 50. Outras 14 capitais foram classificadas nos níveis baixo ou muito baixo.

O resultado também ganha relevância diante da evolução geral observada no país. A média dos municípios brasileiros chegou a 51,2 pontos em 2026, crescimento de 1,2 ponto em relação ao índice de 2025. Ao todo, 70% das cidades brasileiras melhoraram suas pontuações, enquanto 29% apresentaram queda e apenas 0,2% permaneceram estáveis.

Salvador está entre os municípios classificados no nível médio, faixa que concentra a maior parte das cidades brasileiras. Dos 5.570 municípios avaliados, 3.056, ou 54% do total, ficaram nessa categoria. Outros 271 municípios alcançaram nível alto, enquanto 2.076 foram classificados como nível baixo e 167 como muito baixo.

Apesar dos avanços, nenhuma cidade brasileira alcançou a faixa considerada de desenvolvimento sustentável muito alto, reservada para pontuações superiores a 80. O cenário mostra que ainda existem desafios importantes, mas também evidencia uma evolução gradual em diferentes regiões do país.

No topo do ranking nacional está Santana da Ponte Pensa, em São Paulo, com 67,8 pontos, seguida por Uru, também paulista, com 67,2, e Santópolis do Aguapeí, com 66,8. Entre as dez cidades mais bem avaliadas, oito estão em São Paulo e duas em Minas Gerais.

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Na outra ponta, os dez municípios com menores pontuações estão localizados na Amazônia Legal. Lábrea, no Amazonas, apresentou o menor resultado, com 32,8 pontos, seguida por Ulianópolis, no Pará, com 32,9, e Envira, também no Amazonas, com 34,1.

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