SUS amplia prevenção e passa a oferecer teste para rastrear câncer de intestino antes dos sintomas

Redação Notícia Boa Bahia
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Fernando Frazão/Agência Brasil

O Sistema Único de Saúde (SUS) ganhou uma nova ferramenta para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de intestino. O Ministério da Saúde incluiu oficialmente o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) na tabela de procedimentos do SUS. O exame será destinado a homens e mulheres de 50 a 75 anos que não apresentam sintomas e deverá ser realizado a cada dois anos.

A medida representa um avanço importante na saúde pública porque permite identificar possíveis alterações no intestino antes do aparecimento de sinais da doença. O câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino, está entre os tumores mais frequentes no Brasil. Para o período de 2026 a 2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 53,8 mil novos casos por ano.

O FIT é um exame simples, realizado a partir de uma pequena amostra de fezes. Ele consegue identificar quantidades muito pequenas de sangue que não podem ser percebidas a olho nu. A presença desse sangue pode estar relacionada a pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer colorretal. Um resultado positivo, porém, não significa que a pessoa tenha câncer. Nesse caso, o paciente será encaminhado para uma investigação complementar, que pode incluir a colonoscopia.

Outra vantagem do exame é a facilidade para o paciente. A coleta pode ser feita em casa, utilizando um kit específico, sem necessidade de preparo intestinal ou dieta restritiva. Também é necessária apenas uma pequena amostra para a realização da análise. De acordo com o Ministério da Saúde, o teste apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.

Quando o FIT apresenta resultado positivo, o paciente deverá realizar exames complementares para descobrir a origem do sangramento. Entre eles está a colonoscopia, que permite ao médico observar diretamente o interior do intestino e, quando necessário, retirar pólipos durante o próprio procedimento.

A nova estratégia poderá beneficiar mais de 40 milhões de brasileiros e reforça a importância da prevenção. A identificação precoce é fundamental porque o câncer de intestino apresenta maiores possibilidades de tratamento quando descoberto em fases iniciais. Além disso, algumas alterações podem ser encontradas antes de se transformarem em um tumor.

O protocolo do SUS é voltado exclusivamente para pessoas sem sintomas, dentro da faixa etária estabelecida. Quem apresenta sangue visível nas fezes, alteração persistente no funcionamento do intestino, dor abdominal, perda de peso sem explicação ou anemia deve procurar atendimento médico para investigação. Nesses casos, não se trata de rastreamento de rotina, mas de avaliação diagnóstica.

Com a inclusão do FIT, o SUS amplia o acesso a uma estratégia simples de prevenção e dá mais um passo para estimular a descoberta do câncer de intestino em fases iniciais. A iniciativa pode contribuir para salvar vidas ao facilitar o acesso da população a um exame rápido, pouco invasivo e capaz de indicar alterações que precisam de investigação.

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