Novo sistema da Receita Federal agiliza desembarque de passageiros em voos internacionais; saiba mais

Redação Notícia Boa Bahia
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Fernando Frazão/Agência Brasil

Quem chega ao Brasil em voos internacionais com bens que precisam ser declarados à Receita Federal poderá encontrar um processo mais rápido na alfândega. O órgão passou a utilizar um sistema de análise automática das Declarações Eletrônicas de Bens de Viajantes (e-DBV), reduzindo a necessidade de atendimento presencial para parte dos passageiros.

A novidade entrou em vigor na última segunda-feira (27) e, neste primeiro momento, vale apenas para quem desembarca de avião em voos internacionais.

Saiba mais sobre a mudança

Antes da implantação do novo sistema, todo viajante que preenchia a e-DBV precisava comparecer ao setor da alfândega para que um servidor analisasse a declaração antes da liberação.

Agora, após o envio das informações, a própria Receita Federal realiza uma análise automática com base em critérios de gerenciamento de risco. Se não forem identificadas inconsistências ou necessidade de fiscalização, a declaração é registrada imediatamente e o passageiro pode deixar a área alfandegária sem atendimento presencial.

Já os casos considerados de maior risco continuarão sendo encaminhados aos auditores fiscais para conferência.

Como funciona o novo procedimento?

O processo permanece simples e praticamente igual para o viajante:

  • preencher a Declaração Eletrônica de Bens de Viajantes (e-DBV), quando houver obrigatoriedade;
  • enviar a declaração pela plataforma da Receita Federal;
  • aguardar a análise automática do sistema;
  • se aprovado, seguir diretamente para a saída do aeroporto;
  • caso seja selecionado para fiscalização, apresentar-se normalmente à equipe da Receita.

Quem continua obrigado a declarar?

A mudança não altera as regras para apresentação da e-DBV.

Devem continuar fazendo a declaração os passageiros que retornam ao Brasil com bens acima da cota de isenção, mercadorias sujeitas à tributação ou produtos que exijam controle da Receita Federal.

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Ou seja, a novidade muda apenas a forma de processamento da declaração, sem alterar as obrigações previstas na legislação.

Fiscalização permanece rigorosa

A Receita Federal destaca que a automatização não reduz o controle sobre a entrada de mercadorias no país.

Mesmo quando a declaração é registrada automaticamente, os fiscais continuam podendo:

  • selecionar passageiros para inspeção;
  • conferir bagagens e mercadorias;
  • revisar declarações;
  • cobrar tributos devidos;
  • aplicar as medidas administrativas previstas em lei.

Na prática, o sistema permite que os servidores concentrem seus esforços nas operações que apresentam maior risco de irregularidades.

Objetivo é reduzir filas

Segundo a Receita Federal, a iniciativa faz parte da modernização dos procedimentos aduaneiros e segue modelos de gerenciamento de risco já adotados em outros países.

A expectativa é diminuir o tempo de espera nos aeroportos, acelerar o desembarque de milhares de passageiros e tornar o processo mais eficiente, sem abrir mão da segurança e da fiscalização das mercadorias que entram no Brasil.

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