Própolis verde pode ter potencial contra Alzheimer, descobre pesquisa da USP

Redação Notícia Boa Bahia
3 Leitura mínima
Michel Stórquio Belmiro/Wikimedia Commons/CC BY-SA 3.0

Uma descoberta brasileira está trazendo novas perspectivas no combate a doenças neurodegenerativas. Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) revelou que a cera de própolis verde, produto natural das abelhas e exclusivo do Brasil, apresenta potencial para auxiliar no enfrentamento do Alzheimer.

A pesquisa está sendo conduzida na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, em Ribeirão Preto, e abre caminho para futuras estratégias terapêuticas voltadas à saúde do cérebro.

Força natural que vem das abelhas

A própolis é uma resina produzida pelas abelhas a partir de brotos, flores e cascas de plantas, misturada com secreções naturais. Na colmeia, funciona como um verdadeiro antibiótico natural, protegendo contra vírus, fungos e bactérias.

Ao longo dos anos, a própolis também ganhou reconhecimento na saúde humana por suas propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e cicatrizantes. Agora, a ciência brasileira avança mais um passo ao investigar seus possíveis benefícios neurológicos.

Exclusividade brasileira com potencial global

O diferencial está na própolis verde, produzida a partir da resina do alecrim-do-campo, planta abundante no Brasil. Essa variedade possui alta concentração de compostos bioativos com ação anti-inflamatória e antioxidante.

A pesquisa de doutorado do farmacêutico Gabriel Rocha Caldas identificou que substâncias presentes na cera da própolis verde podem contribuir para a reconstrução de conexões neurológicas prejudicadas por doenças degenerativas. Segundo o pesquisador, trata-se de um recurso genuinamente nacional, com potencial impacto científico e econômico, além de abrir portas para novos estudos terapêuticos.

- Anúncio -

Como a descoberta foi feita

Os cientistas isolaram dois compostos específicos da cera de própolis verde: artepelin C e bacarina. Em testes laboratoriais, as substâncias demonstraram capacidade de favorecer a conexão entre neurônios e proteger células nervosas contra danos associados ao Alzheimer.

Embora os resultados sejam iniciais e ainda dependam de estudos em animais e, futuramente, em humanos, os dados são considerados promissores pela comunidade científica.

Próximos passos

Os pesquisadores reforçam que a aplicação clínica ainda não é recomendada neste momento. Novas etapas de investigação serão fundamentais para confirmar a eficácia e a segurança do uso terapêutico.

Mesmo assim, a descoberta fortalece o protagonismo da ciência brasileira e destaca a biodiversidade nacional como fonte de inovação. A própolis verde, já valorizada por seus benefícios tradicionais, pode se tornar também uma aliada no avanço das pesquisas contra doenças que afetam milhões de pessoas no mundo.

Quer se informar com leveza e positividade? Siga o @noticiaboabahia e saiba as notícias boas de toda a Bahia.  

 

Compartilhe este artigo